quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

5 reality shows que deram certo no Brasil

A maioria desses programas vêm de formatos importados e que bombaram em outros países. Por aqui, a gente pode listar vários que não se deram tão bem, o que fica para um próximo “Top Five”, já que hoje vamos destacar cinco deles que, de alguma forma, foram sucesso. E, por mais que muitos adorem dizer que nunca viram, sempre rola aquela curiosidade, ou vai dizer que não?

5. “Popstars”
ONDE: SBT/DISNEY CHANNEL (2002/2003)
ORIGEM: POPSTARS, NOVA ZELÂNDIA (1999)

Se o Rouge acabou, por culpa da falta de fãs e vendas de discos não foi, e sim por complicações burocráticas entre gravadora, produtora, integrantes e blá blá blá – que inclusive foi título de um de seus singles. E quem as revelou foi o “Popstars”, que fez bonito na audiência, mobilizou milhares de inscrições e teve até participação da Shakira. Tanto é que gerou abertura para a versão masculina, que lançou o Br’oz.



4. “Fama”
ONDE: GLOBO (2002/2005)
ORIGEM: OPERACIÓN TRIUNFO, ESPANHA (2001)

Não podemos dizer que os campeões do “Fama” tenham sido os mais bem-sucedidos depois de saíram da academia musical, mas o programa revelou grandes talentos da música nacional que ouvimos até hoje. Thiaguinho, ex-Exaltasamba, Roberta Sá e o Tomate, por exemplo, foram participantes da segunda temporada, exibida em 2003. Na terceira, Marina Elali, Ivo Pessoa e a dupla Hugo e Tiago estiveram presentes.

3. “Casa dos Artistas”
ONDE: SBT (2001/2004)
ORIGEM: CASA DOS ARTISTAS, BRASIL (2001)

Antes que haja controvérsia, eu já explico, a “Casa dos Artistas” foi sim um grande sucesso e se as outras edições acabaram por não irem tão bem, foi culpa das invenções descabidas da produção e do Silvio Santos. Pra quem não sabe, o programa marcou a maior audiência do SBT e fez com que o canal superasse a média da Globo durante todo o dia, gerando o maior bafafá. Quem não lembra do elenco pra lá de polêmico com Alexandre Frota, Supla, Nana Gouvêa e a vencedora Bárbara Paz?

2. “Dança dos Famosos”
ONDE: GLOBO (2005/2018)
ORIGEM: STRICTLY COME DANCING, REINO UNIDO (2004)

Aqui, a “Dança dos Famosos” é um quadro do exaustivo “Domingão do Faustão”, mas que diferente de grande parte do programa, e excluindo a inconveniência do apresentador, consegue agradar o público que não estava acostumado em ver pessoas famosas dando a cara a tapa em danças coreografas em plena tevê. Estreou em 2005 e está firme e forte até hoje, tanto que ontem a nona edição consagrou o ator Rodrigo Simas como campeão.

1. “Big Brother Brasil”
ONDE: GLOBO (2002/2019)
ORIGEM: BIG BROTHER, HOLANDA (1999)

O programa estreou no Brasil em 2002 e de cara foi um sucesso estrondoso. Quem não se lembra do Kléber Bambam e aquela boneca chata de lata que ele fez dentro da casa? Pois é, e nós, brasileiros, abraçamos com tanto afinco o “BBB” que ele já está em sua décima nona edição em janeiro de 2019. E, gostando ou não, alguém vai ter coragem de dizer que não é o formato importado de maior êxito por aqui? E apesar da audiência em baixa, o formato ainda rende muito para a emissora. 
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

15 filmes que vão lhe fazer repensar sua vida

Lentamente, os créditos vão subindo pela tela. Alguém ao seu lado dorme, outros saem da sala com um suspiro de alívio, e você continua em sua poltrona, olhando catatônico para a tela. O cinema se esvazia. Em sua cabeça, lentamente as frases, pensamentos e ideias vão mudando.

Uma lista de filmes que deixam justamente este tipo de sensação. São alguns dos melhores filmes com questões filosóficas do século 20, de acordo com o site Tasteofcinema.

Filme Boyhood está na lista

1-A Árvore da Vida

Este filme aborda diversos temas, e entre eles estão a vida, a socialização, a formação da personalidade, e também o eterno problema entre pais e filhos. As reflexões do personagem principal aparecem paralelamente com o desenvolvimento do Universo, em particular, do nosso Planeta, o nascer, a catástrofe e a morte…

2-Synecdoche, New York

O diretor deste filme é conhecido como o ’Kafka americano’. Nesta obra, ele toca em muitos temas, gerando no público uma incrível quantidade de pensamentos e emoções, em diferentes graus de intensidade. Se há algo pelo qual podemos criticar o diretor, é que talvez tenha tentado dizer várias coisas ao mesmo tempo.

3-Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Este filme nos ensina a reconhecer nossos erros e nunca esquecê-los. Nos mostra também que não somos perfeitos, e que devemos gostar de nós mesmos, da maneira como somos. E o mais importante: é a história de um belo e autêntico amor. Um clássico.

4-Onde os Fracos Não Têm Vez

Talvez seja o melhor filme dos irmãos Coen. A trama é bastante simples e conhecida, pois se trata de um longa de gângsters. Porém, os Coen trabalharam neste filme de uma forma que ele passou longe de ser uma obra comum. Você fica tão envolvido que, de vez em quando, acaba dando pulos de surpresa.

5-Fonte da Vida

Quem gostou dos filmes A Árvore da Vida e Sr. Ninguém certamente irá adorar este longa. Ele é para pessoas que gostam de interpretar o que acontece à sua própria maneira. De acordo com suas convicções, você irá entender o desenrolar deste filme.

6-Melancolia

Este filme é a segunda da ’trilogia da depressão’, de Lars von Trier, ao lado de Anticristo e Ninfomaníaca. A trama se desenrola nos dias que antecedem uma catástrofe mundial. Um planeta gigante chamado Melancolia está se aproximando da Terra. Será uma metáfora para a nossa própria melancolia e depressão? Vale a pena pensar.

7-O Escafandro e a Borboleta

Conheça Jean-Dominique, um profissional de sucesso, redator-chefe da revista ’Elle’, sorridente e rodeado por mulheres bonitas. Na cena seguinte, vemos o mesmo Jean-Dominique em uma cadeira de rodas, com apenas um olho e a boca deformada. Ele tenta desesperadamente voar, mas seu corpo está todo paralisado. Tudo o que lhe resta são suas lembranças e a imaginação.

8-Medo da Verdade

Você já enfrentou uma situação na qual não sabia de algo, e queria desesperadamente sabê-lo, mas ao descobrir, percebeu que não precisava desta verdade tanto assim? Seria melhor ter continuado na ignorância…

9-Boyhood: Da Infância à Juventude

Este filme foi rodado ao longo de 12 anos. É impossível expressar em palavras a sensação deixada por esta obra de Richard Linklater. O tocar os cantos mais escondidos da nossa alma, o longa oferece ao espectador uma experiência cinematográfica pessoal, que perdura por muito tempo, talvez pela vida inteira.

10-Um Homem Sério

Um Homem Sério é o resultado da visão ateia que os diretores têm do mundo. A questão da fé — uma das ideias centrais da obra — é interpretada pelos cineastas a partir de um ângulo surpreendente. Os Coen (de novo eles!) refletem sobre um homem criado por eles mesmos, totalmente desconectado da vida.

11-Sr. Ninguém

Há algum tempo, todas as pessoas são imortais e acompanham com prazer um programa de TV com seu astro principal: um ancião louco chamado Nemo, que conta histórias de sua vida. Porém, não é uma narração compreensível do ponto de vista cronológico, mas de diferentes opções da sua vida. Que caminho o Senhor Nemo escolheu, no fim das contas? Ou será que era tudo fantasia? Este é o melhor filme que mostra o passado, presente o futuro entrelaçados como se fossem um só.

12-O Homem que Não Estava Lá

O filme mostra o que a avareza humana pode provocar. Até mesmo um detalhe sem importância pode se transformar em uma bola de neve, que só aumenta com o passar do tempo. Depois de ver este longa, você precisa de algum tempo para assimilar o que acaba de assistir, para poder voltar à normalidade.

13-As Coisas Simples da Vida

O tema central do filme não é novo. O personagem principal passa pela crise da meia idade. Por acaso, reencontra seu primeiro amor, a quem abandonou na juventude por razões desconhecidas. Devido ao formato pouco comum do filme, é difícil manter a atenção no personagem principal, mas aos poucos você começa a entender os motivos e as alusões do cineasta.

14-Noé

O diretor Darren Aronofsky mostra aqui sua visão da história de Noé. O filme apresenta diversos acontecimentos da Bíblia; sem eles, o longa não seria tão impressionante. O mais importante continua ali: o filme tem uma moral e uma filosofia profundas. O cineasta mostra um mundo destruído pelos pecados e tenta colocá-lo no caminho correto.

15-Interestelar

Não apenas é um filme incrivelmente bonito, com paisagens cósmicas fascinantes, desertos infinitos e ondas gigantes que parecem prestes a atingir o espectador. É também uma obra sobre os sentimentos humanos. Se você não se assusta com longas viagens espaciais, planetas cobertos de gelo e reflexões profundas, irá gostar deste filme.

Partiu maratona!
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

10 Filmes de Ação Para Conferir

10. Predador
Direção: John McTiernan (EUA, 1987)

Inimigo invisível
“Rambo versus Alien”. Essa deve ter sido a frase usada pelos produtores de Predador para convencer a Fox a investir no filme. A premissa picareta, ainda bem, resultou num filmaço, graças à soma dos talentos envolvidos. Temos um Schwarzenegger ainda em vias de se estabelecer como Action Hero – basta lembrar que nos anos anteriores a Predador ele havia estrelado os mornos Comando para Matar e Jogo Bruto –; John McTiernan, um diretor com uma tomada de câmera diferente, cheia de adrenalina, que no ano seguinte chegaria ao estrelado com Duro de Matar; e um inimigo intrigante, cuja presença na tela é composta por um efeito especial então inédito. Some tudo isso, junte um elenco de cascas-grossas (o ex-Apollo Creed Carl Weathers, o Wrestler Jesse Ventura), a trilha sonora do mestre Alan Silvestri, e Stan Winston assinando a criatura – e pronto: um clássico do cinema de ação que junta ficção científica, guerra e suspense no mesmo mix.

O trunfo de Predador está na capacidade de McTiernan manter o espectador preso na poltrona. Ele cria uma selva orgânica, tão viva quanto o horror alienígena que espreita os heróis. O roteiro sabe aproveitar aquela característica superhumana que Arnold passa na tela: só ele seria capaz de sair no braço com um ET duas vezes o seu tamanho. Se dependesse de Schwarzenegger, a série Alien não teria passado do primeiro capítulo...


09. Máquina Mortífera
Direção: Richard Donner (EUA,1987)

Um policial louco num carro descontrolado
Qual série de aventura gerou mais três seqüências sem cair de qualidade? Qual série consolidou a fama do astro de maior cachê em Hollywood atualmente? Melhor ainda: qual série deturpou os conceitos de filme policial moderno? Não, amigos, desta vez não tem nada a ver com Guerra nas Estrelas. Máquina Mortífera, o filme que apresentou ao mundo a dupla de tiras mais cool da história, Martin Riggs (Mel Gibson) e Roger Murtaugh (Danny Glover). Máquina Mortífera inaugurou um gênero novo no cinema-pipoca: policial-cômico.

Impossível não se render ao carisma da dupla Riggs, um maluco suicida, e Murtaugh, tira semi-aposentado de Los Angeles. É uma química perfeita rendendo ação do começo ao fim. Depois do primeiro Máquina Mortífera, o cinema se viu inundado de produções semelhantes querendo repetir o sucesso do diretor Richard Donner, que, por sua vez, só retornava à série com um roteiro digno.

O filme é um dos melhores exemplos de aventura inteligente e adrenalinesca, somada ao fato do público não saber o que esperar do anti-herói de Mel Gibson, sempre perto de meter uma bala na própria cabeça. Mas como sabemos, ele não fez isso: tem filhos, é casado outra vez e continua ouvindo a ladainha: “Estou muito velho para este trabalho”, sempre pronunciada pelo parceiro. Se não concorda com nada disso, vá alugar Bambi e chorar pela milionésima vez.


08. A Outra Face
Direção: John Woo (EUA,1987)

Violência, pombas e música
Perfeito é o mínimo que se pode dizer de A Outra Face. Graças ao diretor John Woo, o público pôde conferir como se faz um bom thriller de ação.

Todos os trabalhos anteriores que Woo realizou em Hong Kong entre as décadas de 1980 e 1990 serviram apenas de laboratório para a conclusão de sua obra-prima. Em primeiro lugar, ele contou com uma dupla de atores afiadíssima – John Travolta e Nicolas Cage. Depois, teve um orçamento mais generoso (cerca de US$ 70 milhões). O resultado é um filme perfeito, com um roteiro enxuto e cenas de ação devastadoras. Tudo isso com a marca registrada do diretor: câmeras lentas, pombas, armas nas duas mãos e explosões arrasadoras.

Só mesmo Woo para imaginar um tiroteio onde um garoto ouve a música-tema de O Mágico de Oz em seu fone de ouvido enquanto a coisa pega fogo. Você pode até não ter gostado de Missão Impossível 2 (um trabalho visivelmente sob encomenda), mas não pode negar o talento do cara. Mesmo assim, tem gente que consegue não gostar deste filme. Para eles, o negócio mesmo é curtir as bombas do cinema nacional.


07. O Exterminador do Futuro 2
Direção: James Cameron (EUA, 1992)

Um garoto e um robô contra o armagedon
Seqüências geralmente são boas desculpas para ganhar dinheiro. E normalmente são muito piores que o original. Pense em Velocidade Máxima 2.

T2 é diferente. Para começo de conversa, o original tinha uma história interessante, o que é incomum em filmes de ação. E ela podia continuar sem problemas. Afinal, se o líder da resistência humana contra as máquinas continuava vivo, nada mais lógico que tentar matá-lo novamente. E é aí que começam as boas idéias. As outras são colocar o mesmo andróide, Arnold Schwarzenegger, mas, desta vez, fazendo papel de guarda-costas, e mostrar a evolução de Sarah Connor.

Há também o vilão perfeito, o T-1000, com seu andar engraçado (Robert Patrick havia torcido o pé no futebol). Ele não parece mau, nem forte, mas é imbatível. E nenhum grupo politicamente correto consegue defender um robô de metal líquido.
Junte tudo isso a perseguições de primeira, um final de chacoalhar o cinema, e você tem um clássico. Com direito a cenas inéditas que estão saindo em DVD, como a surra homérica que Sarah leva no hospital.

É tudo tão bom que já se tornou atração no parque da Universal nos EUA, além de suas sequências. Hasta la vista, baby!

06. O Império Contra-Ataca
Direção: Irvin Kershner (EUA, 1980)

O lado negro da saga
Mandamentos básicos das trilogias: no primeiro capítulo, são apresentados os heróis, os vilões e o ambiente em que vivem. O segundo ato serve para colocar esses personagens em conflitos, que serão resolvidos na terceira parte, na qual o bem vence o mal e (quase) todos ficam felizes.

Em nenhum outro lugar essa regra funcionou tão bem como em Star Wars, a saga de ficção científica mais bem-sucedida da História. E de todos esses filmes, O Império Contra-Ataca está anos-luz à frente e vence pelo conteúdo. Tem o melhor roteiro, cenas e diálogos memoráveis, conflitos psicológicos e a melhor performance dos atores em toda a série. E foi neste filme que Harrison Ford confirmou seu status de astro, que daria a ele o direito de interpretar Indiana Jones no ano seguinte.

Apesar de cenas com longos diálogos ocuparem quase 70% do filme (como no longo treinamento de Luke com Yoda e na relação entre Han Solo e Leia), o andamento é tão ágil que esse “detalhe” passa batido. A ação em Império é ininterrupta, principalmente em três cenas: na batalha de Hoth (filmada na gélida Noruega), na fuga da Cidade das Nuvens e, claro, na inesquecível luta de sabres de luz no final, que fez muito moleque (inclusive eu) querer largar tudo para virar um Jedi numa galáxia distante.

05. Fervura Máxima
Uma arma em cada mão

Direção: John Woo (Hong Kong, 1992)
Hardboiled, de John Woo, é o filme de ação perfeito. Apesar de ter saído no Brasil com um dos piores títulos da história, Fervura Máxima, que dá a impressão de tratar-se de um thriller estrelado pela Ofélia ou pela Ana Maria Braga, é um filmaço.

As coisa começam aceleradas e... vão acelerando cada vez mais, numa montanha-russa que parace não ter fim. Cada tiroteio espetacular é seguido de outro tiroteio mais espetacular ainda, tudo num ritmo alucinante, coreografado com maestria. A mistura de cenas em tempo real com cenas aceleradas e em câmera lenta é alucinante. Tudo bem que, depois, todo xerox de Tarantino do planeta copiou essa estética, mas foi Woo, inspirado nos experimentalismos de Sam Peckinpah, que elevou o troço a um nível insuperável.

Não dá pra escolher a melhor cena do filme, tantas as seqüências incríveis. Minha favorita é, sem dúvida, o tiroteio dentro da maternidade. Nem vou me alongar muito sobre essa cena. Quem viu, viu. E quem não viu, só de saber que há uma cena de tiroteio dentro de uma maternidade, vai querer conferir, não é mesmo?

04. Indiana Jones e o Templo da Perdição
Direção: Steven Spielberg (EUA, 1981)

As peripécias de um arqueólogo
Após o sucesso de Os Caçadores da Arca Perdida, era natural a volta de Indiana Jones aos cinemas. Mas, como superar o impacto do filme de 1981, que redefinira o perfil das produções do gênero? Steven Spielberg encontrou a solução: não perdeu tempo com o roteiro e intensificou o corre-corre, os sustos e o bom-humor.

O resultado foi um cruzamento de história de horror e filme de ação, no qual o arqueólogo combatia uma seita de adoradores do mal. Um momento antológico foi o horripilante jantar de boas-vindas que é servido a Indy e seus amigos: são serpentes, escaravelhos e cérebros de macacos congelados. A cena onde o herói, a mocinha Willie Scott (Kate Capshaw) e o garoto Short Round (Jonathan Ke Quan) são perseguidos por vilões, nos túneis de uma mina, já era um prenúncio daquilo que os críticos, alguns anos depois, chamariam de “cinema montanha-russa”.

03. Os Caçadores da Arca Perdida
Direção: Steven Spielberg (EUA, 1981)

Mais peripécias de um arqueólogo
Steven Spielberg é gente como a gente: se criou com gibi, TV, e filmes com final feliz. George Lucas não é: sempre foi o intelectual da turma, o esquisitão. A quatro mãos, a dupla fez o melhor filme de aventura da história.

Para Lucas, o cinema nos anos 1970 era muito complicado, cerebral, sombrio. Lucas acha que cinema é visual. As imagens têm que contar a história. Diálogo e interpretação são secundários. Pesquisando o tema, ele descobriu os seriados baratinhos que faziam a alegria da molecada dos anos 1940. Adrenalina dez, gordura zero. Assim nasceu Star Wars e, claro, Indiana Jones.

Lucas e Spielberg já eram amigos e colaboradores. Lucas estava ocupadão na pré-produção de O Império Contra-Ataca. Spielberg sonhava em dirigir 007. Daí para assumir a direção de Caçadores foi um pequeno salto – sobre um abismo.

Caçadores tem estratégia, teoria e conhecimento de causa. Mas o foco é a ação e o coração. Por isso - e por Harrison Ford, Karen Allen, os outros filmes, a série de TV, tudo que vem pela frente – têm meu voto.

02. Matrix
Direção: Andy e Larry Wachowski (EUA,1999)

Ação revolucionária
Acho que sei o segredo do sucesso do filme Matrix. E o segredo é este: todos que assistiram ao filme saíram do cinema certos que haviam descoberto alguma coisa que ninguém mais tinha notado.

Matrix foi a delícia para todos os metidos a especialistas em Cultura Pop. Todos tiveram a chance de exibir sua erudição para namoradas ou rodas de RPG. Lembrando que tal cena era uma citação de William Gibson (autor de Neuroromancer e Idoru), ou que tal movimento seguia a seqüência de golpes de Mortal Kombat, ou que o criador do visual do filme, Geoffrey Darrow, é o mesmo que trabalhou com Frank Miller, o popularizador da palavra “Dark”... Uau!

Eu mesmo fiz bastante sucesso numa festa onde defendi que Matrix e Truman Show eram derivados diretamente do escritor Phillip K. Dick (o autor da história que deu origem a Blade Runner). Tentei, também, emplacar o papo de que o filme era uma diluição do discurso de heresias gnósticas do século XII, mas dessa vez quebrei a cara (até porque não entendo nada de heresias gnósticas do século XII).

01. Duro de Matar
Direção: John McTiernan (EUA, 1988)

Sozinho contra terroristas
Pode até parecer uma zebra, mas Duro de Matar (o primeiro) é o número um de todos os tempos, segundo a Herói. E por que não seria? Só porque John McLane é normal, casado, com filhos, que sangra pelos pés e faz piadas? Essas coisinhas fazem o cara ser ainda mais bacana pra quem assiste e a identificação é imediata. Na hora você se imagina no lugar dele, que não é um robô, um cara imortal e nem invulnerável, e sim alguém que está ferido, preso num arranha-céu e, ainda por cima, cercado por terroristas. Beleza!

Duro de Matar

Antes de Duro de Matar já existia Rambo 1 e 2, O Exterminador do Futuro, Os Caçadores da Arca Perdida e outros clássicos da ação, mas o filme do diretor John McTiernan está acima de todos esses porque lança uma idéia simples e amplamente copiada nos anos seguintes: um filme com explosões, tiros, mortes, tudo junto num único lugar. O pânico, a agonia, a adrenalina de estar cercado por todos os lados, sozinho com apenas uma arma não deixa o espectador piscar o olho.

É por isso que Duro de Matar é um clássico irrepreensível, é por isso que a Globo reprisou a produção tantas e tantas vezes. John McTiernan e Bruce Willis são muito gente fina!
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O Mágico de Oz é o filme mais influente de todos os tempos

Cientistas da Universidade de Turim mostraram que o clássico da década de 1930 é o filme mais citado em outros longas. 

O sucesso de um filme geralmente é medido por duas vias: a primeira (e mais importante nos dias de hoje) é a receita, o que coloca, por exemplo, James Cameron como o diretor mais bem sucedido da história do cinema – Avatar e Titanic, ambos dirigidos por ele, são as maiores bilheterias do mundo.

A segunda via é a boa e velha opinião da crítica especializada. Juntando os dois, o que é raro, temos os produtos de sucesso mais sólido. É o caso de Batman: O Cavaleiro das Trevas, já que o filme de Christopher Nolan arrecadou mais de um bilhão só de bilheteria e foi extremamente bem recebido pela crítica.

Mas, como definir o quão influente um filme é? Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade de Turim, na Itália, os critérios usados para medir o sucesso não podem ser aplicados para medir a influência que um filme gera, já que esses estão fortemente relacionadas a fatores externos como marketing ou tendências de uma época.

O clássico Blade Runner explica bem isso. Baseado no livro Androides sonham com carneiros elétricos?, do cultuado escritor de sci-fi Philip K. Dick, a ficção cyberpunk foi um fracasso de bilheteria e de crítica na década de 1980 – mesmo sendo protagonizada por Harrison Ford, o ator mais badalado da época. Depois, já no VHS, os críticos voltaram a olhar para o filme, e hoje ele é referência para qualquer cineasta. Usando apenas usando os critérios tradicionais, porém, a obra de Ridley Scott ainda hoje seria considerada um desastre.

(Metro Goldwyn Mayer/Reprodução)

Procurando avaliar o verdadeiro impacto de um filme ao longo do tempo, os cientistas italianos resolveram recorrer a um critério mais exato, usando análise de dados e algoritmos. O resultado você já viu no título: a versão clássica de O Mágico de Oz, lançada em 1939, seria o filme mais influente de todos os tempos. Mas como os pesquisadores chegaram no x da questão é o mais legal dessa história toda.

Definindo influências

“Ah, mas olha o número de fãs de Star Wars. Como é que ele não é o filme mais influente do mundo?”. Ok, é um fato que muito mais gente viva hoje viu a saga de George Lucas do que o filme da década de 1930 sobre a garotinha do Kansas. Por outro lado, é extremamente provável que todos os fãs de Guerra nas Estrelas já tenham ouvido a música Over the Rainbow ou ao menos viram a foto que abre essa nota.

E é aí que está o pulo do gato: segundo o estudo, o filme mais influente é aquele que tem o maior número de referências em outros longas – alguém que apareça cantando Over the Rainbow em outro filme, ou um diálogo que mencione o clássico de Oz.

De acordo com a pesquisa, O Mágico de Oz teve mais de 3000 citações em outros filmes. Em seguida, vêm Star Wars (1977) e Psicose (1960). Mesmo removendo o viés dos filmes antigos no cálculo (por terem sido produzidos antes, podem influenciar um número maior de filmes), os 20 longas mais influentes do mundo são todos de antes da década de 1980 – e a maioria é dos EUA, naturalmente.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Comentando Filme: Segredo de Sangue (1998)

Em Nova York, Helen, uma jovem mulher que vive com Jackson, um excelente agente da Bolsa de Valores, descobre que está grávida.  Como ele é dono de uma bela propriedade rural que precisa de melhoramentos, os dois decidem se mudar para lá, planejando trabalhar na propriedade e criar o filho num local mais tranquilo. 

Entretanto, logo que chega à propriedade, Helen percebe a relação possessiva da futura sogra, Martha Baring, para com o filho, bem como, sua intenção em dificultar a vida dos dois.  

A neurótica mãe de Jackson, que sempre administrou o local, incomoda-se com a presença de Helen e faz planos para ter o controle da situação, seguindo ao pé da letra a regra que diz que os fins justificam os meios.  Assim, aos poucos, as duas passam a se odiar, principalmente depois que Helen descobre as intrigas da matriarca.

Hush

Poderia ser uma boa pedida para aqueles que querem fugir dos filmes de tema natalino dessa época do ano. Porém em "Segredo de Sangue" ("Hush") peca não tanto pela falta de originalidade, mas principalmente por desperdiçar um assunto que tem apelo e promete adrenalina para os fãs de histórias de suspense, perdido em meio a um roteiro fraco e uma direção equivocada.
O elenco, diante de personagens inconsistentes, não consegue ajudar muito. Gwyneth Paltrow, no papel da jovem que se apaixona por um fazendeiro, não decepciona no quesito dotes físicos, mas sua atuação certamente não vai deixar marcas.
Jessica Lange, como a sogra malvada, tem uma atuação razoável, mas não ruim.
E Jonnathon Schaech cumpre, como ator, o papel que seu personagem desempenha na trama: mera desculpa para o confronto entre as atrizes (ou sogra e nora).
A primeira parte do filme não compromete. Vê-se o casal em visita à fazenda da mãe do rapaz, onde os dois vão passar o Natal.
A mãe os recebe com aquela afabilidade falsa de quem está arquitetando um plano malévolo. Tão falsa que aquela que deveria ser a heroína do filme (Paltrow) passa por ingênua demais ao não perceber que algo está errado, não fazendo por merecer o título.
O casal volta para casa, ela descobre que está grávida e sofre um assalto. Traumatizada, decide que seria ótimo para a criança viver em uma fazenda. (Tudo bem, todo herói de filme de suspense tem um momento de extrema ingenuidade, ou não se colocaria em situações de risco.) Quem fica contente é sua sogra, que vai ficar próxima do filho, por quem alimenta um amor tão possessivo que chega a soar incestuoso.
Começam então as situações de tensão que levam a moça a odiar a mãe de seu marido e cujo desfecho é tão brusco que os personagens perdem o que tinham de consistência, pois mudam de atitude como quem muda de roupa.
É como se o diretor gastasse a maior parte do filme procurando criar situações de medo e não desse chance aos personagens para assimilar as situações e revertê-las.
A moça sofre um parto tenebroso do qual sai com força de leão, a malvada se mostra impotente, o filho, outrora dedicado, aceita naturalmente a crueldade da mãe.
Assim como em uma telenovela mexicana, o desenvolvimento da trama é excessivamente lento e a resolução vem aos trancos e barrancos, colocando tudo a perder. Enfim, dá pra assistir o filme em uma tarde tediosa.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Dawson's Creek chega ao Globoplay

O Globoplay disponibilizou a série "Dawson's Creek" em seu catálogo. "Dawson's Creek" foi exibida originalmente entre 1998 e 2003 pela rede norte-americana The WB (atual The CW). Criada por Kevin Williamson, a produção acompanha o sonhador Dawson Leery (James Van Der Beek), além de seus seus amigos Joey Potter (Katie Holmes), Jen Lindley (Michelle Williams), Pacey Witter (Joshua Jackson) e Jack McPhee (Kerr Smith).

Dawson's Creek


Eles moram em Capeside, uma pequena cidade do litoral perto de Boston, eles convivem com os mais diferentes tipos de problemas no cotidiano, o que os fazem crescer e entender melhor o mundo em que vivem. Agora cada um precisa decidir o rumo de suas vidas. Não é nada fácil, mas, com amor e amizade, esse caminho será mais fácil de encara. "Dawson's Creek" é inédito no sistema de streaming Globo, visto que já esteve disponivel antes pela Amazon Prime Video. 

A primeira e segunda temporada de "Dawson's Creek" já estão disponíveis no Globoplay. Corre pra rever!
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Avatar, o sucesso de James Cameron

James Cameron, o criador do filme Titanic de 1997 - considerado até então o filme com maior arrecadação do cinema – ficou fora de Hollywood, para conseguir lançar nas telas o seu grande sonho futurista, Avatar! Um trabalho tão grandioso quanto a gasto para produzi-lo.

James Cameron trabalhou no desenvolvimento de Avatar desde 1994, sendo esse seu primeiro filme depois de Titanic, o que não é para menos, já que Avatar é o filme mais caro da história. Segundo Cameron, foram gastos cerca de 500 milhões de dólares para a sua produção.

Assim que estava saindo do cinema, fiquei escutando comentários alheios sobre o filme, em que todos falavam sobre a magnitude de toda aquela produção gráfica. Realmente, aquilo tudo era inovação, mas o que me deixou mais intrigado foi a criatividade de Cameron ao apresentar um “novo planeta” cheio de detalhes.

Sempre vemos filmes onde alienígenas invadem o planeta Terra em busca de “nossas riquezas”. Mas Cameron mostrou exatamente o contrário, onde os terráqueos invadem o planeta Pandora onde vivem os Na’Vi, uma civilização armada apenas com a sua coragem, união e amor ao seu planeta.

Avatar

A invasão humana em Pandora se dá pela busca de um minério chamado Unobtanium. Essa invasão é comandada por uma empresa mineradora que vai  ao planeta em busca de idéias econômicas. Em uma dessas expedições entra em cena Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval que tem a missão de conhecer a cultura Na’Vi, como também as riquezas do planeta Pandora. Para ter a confiança da população Na’Vi, conhecemos os avatares (corpos Na-Vi projetados com a mis­tura de DNA humano com os nati­vos do planeta). Em busca de conhecer essa cultura, Jake Sully se apaixona pela bela Neytiri (Zoe Saldana), uma guerreira Na’Vi e também pelo planeta Pandora. Então começa o “drama” em que ele tem que escolher um lado para lutar.

Posso dizer que Avatar é de uma beleza surreal  em todos os detalhes na linguagem, nas cores. Tudo está devidamente atrelado à idéia mitológica criada pelo filme. Falando nisso, tenho que destacar “Eywa” como é chamada a grande mãe natureza, no filme. É atra­vés dela que o herói é aceito pelos Na’vi, já que esta o sal­vara por ter um cora­ção puro.

Também é de impres­si­o­nar a riqueza de cada deta­lhe poten­ci­a­li­zada em clo­ses, como expressões faci­ais sutis, linhas de rostos, a refle­xão e absor­ção de luz na pele, o escor­rer de lágri­mas.

São 166 minutos de um filme eletrizante em que você se prende a cada momento com detalhes surpreendentes. E se você é ainda um louco que não assistiu a essa obra de arte que é Avatar, corra pro cinema para entender porque ele foi indicado em nove categorias para o Oscar desse ano.
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authorPenso Logo Assisto surgiu em 2017, com a intenção de compartilhar um pouco do que assisto com o mundo todo. Através de resenhas e críticas sobre filmes e séries de TV.
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